Olhos de cão azul

tejo II

o cão dos olhos azuis de água

tejo II

Olhos de cão azul

na mágica povoação de Macondo, o amor em tempos de cólera…

ele sentira-a antes de a ver quando voltava para casa no carro das cinco: foi um olhar material que lhe tocou como se fosse um dedo”

não porque não quisesse abrir para ele o cofre onde o tinha tão bem guardado ao longo de meia vida, mas porque só então de deu conta de que tinha perdido a chave”

“os amputados sentem dores, caibras cócegas na perna que já não tem. era como ela se sentia sem ele, sentindo-o estar onde já não se encontrava”

tinha o prazer associado a clandestinidade

aquele que não tem memória faz uma de papel

se tivesse sabido a tempo que era mais fácil ultrapassar as grandes catástrofes matrimoniais que as misérias minúsculas do dia a dia

não sentiu a emoção do amor mas o abismo do desencanto

“aquele amor tinha sido fruto de um engano clinico”

“a memória do coração elimina as mas recordações e exalta as boas e que, graças a esse artifício, conseguimos suportar o passado”

“vitima facil das ratoeiras caridosas da saudade”

“e ficou acordada de olhos fechados a pensar nos anos incontáveis que ainda lhe faltavam viver”

“os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as suas mães os dão a luz, mas sempre que a vida os obriga uma e outra vez ainda a parirem-se a si mesmos”

“a natureza do casamento: uma invenção absurda que só podia existir pela graça infinita de deus.”

“o problema do casamento é que acaba todos as noites depois de fazer amor e te m que se voltar a reconstrui-lo todas as manhas antes do pequeno almoço.”

“nada neste mundo era mais difícil que o amor”

“eram um único ser divido”

“era o grande alivio por ter acontecido mais cedo do que tarde o que tarde ou cedo tinha de acontecer.”

“não tinham valor pelo seu sentido mas pela capacidade de deslumbrarem”

amores contrariados”

A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como a recorda para contá-la. Gabriel García Márquez

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uma entre mais de sete biliões de criaturas humanas do planeta Terra...
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